Pesquisa em Jornalismo:
dos conflitos em pauta aos conflitos do campo

Desde a Segunda Guerra Mundial, os conflitos nunca estiveram tão presentes nas coberturas e, por extensão, nas pesquisas jornalísticas. No exterior, talvez sua face mais evidente na atualidade sejam os 65,6 milhões de deslocados forçados, um número crescente sem precedentes segundo a Agência da ONU para refugiados (ACNUR). Entre eles, quase 22,5 milhões de refugiados, o que significa que quase 20 pessoas são forçadas a sair de sua casa a cada minuto.

 

A guerra não está apenas lá fora. A violência e o desrespeito aos mais básicos direitos humanos, em sua multiplicidade de diversidade − seja em credos, opiniões, gênero, etnia e cultura −, gera discórdias, exclusões e desigualdades em todos os níveis também no Brasil, temática essa que aparece na cobertura midiática, nas redes sociais e nas pesquisas do campo.

O próprio campo formado pelos pesquisadores de Jornalismo enfrenta tremendas tensões, da batalha que abarca a proposta de políticas mais transparentes e consistentes e aderência aos processos de internacionalização aos debates epistemológicos e metodológicos.

Nesse cenário extremamente complexo, lembramos as palavras da pesquisadora indiana Jyotika Ramaprasad (Universidade de Miami), que no encontro passado lançou a pergunta: “Jornalismo para a paz ou para o conflito?”. Assim, qual o papel do Jornalismo nesse contexto, por um lado chamado a honrar sua tradicional responsabilidade social e, por outro, premido por um mercado cuja marca é a precarização? Como tem sido a atuação dos pesquisadores que refletem sobre o campo? E como essas categorias ficam no contexto do avanço tecnológico paradoxal que vivemos, que monetariza todas as esferas da vida?

Além da necessária visão crítica, onde estão e como são os modelos inovadores que emergem do caótico cenário midiático e da pesquisa em jornalismo nos quais estamos mergulhados? É possível a jornalistas e pesquisadores alcançar um patamar transcendente que faça uma ponte entre problemas e soluções, se não as ideais, as viáveis? Há diálogo possível, na teoria e prática, que promova o entendimento de uma forma profunda, que ajude na compreensão dos complexos problemas contemporâneos? Estas são apenas algumas das questões que o 16º. Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo levantará este ano. Confira a programação!

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